segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

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Moscou, baluarte contra os terroristas
  
Thierry Meyssan ●●●●● Tradução : ALVA
Publicado originalmente em : REDE VOLTAIRE

Desde 2012, Moscou tenta aliar os Ocidentais à sua causa : defender a civilização contra o jihadismo. Tal como ontem o mundo se havia unido contra o nazismo. Para isso, primeiro, dissociou a Casa-Branca de combatentes que ela considera como «jihadistas» e que os Estados Unidos designam como «rebeldes». Agora, tenta isolar a Turquia. Longe de ser um reflexo de atividades diplomáticas, a cessação de hostilidades na Síria marca uma reviravolta de situação. Washington acaba de admitir que não há – ou não há mais –  grupos armados «moderados».

domingo, 28 de fevereiro de 2016

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Se o acordo de paz ajustado entre Rússia e EUA der certo, quem perde é a Turquia.


Alex GORKA | 28.02.2016 ●●●●● tradução: NirucewKS063

Resultado de imagem para anger erdoganCaso tenham sucesso, os esforços diplomáticos na Síria terão impacto enorme entre os países vizinhos, especialmente a Turquia. Para a plateia e para todos os efeitos visíveis, o presidente Tayyip Erdogan apoia a iniciativa da Rússia e dos Estados Unidos, mas entre choro e ranger de dentes. Sim, isso está contra os seus instintos, mas há um montão de razões pelas quais ele não pode se opor abertamente. Ele apoia, mas cheio de reservas. Ficou muito claro que o líder turco está receoso com os acontecimentos.

Resultado de imagem para patrick cockburnFim de jogo para o Califado?
por Patrick Cockburn ●●● tradução por btpsilveira


Dois novos Estados “de fato” foram criados na Síria e no Iraque como resultado da Guerra nos últimos cinco anos e possibilitaram enorme expansão do território e do poder de um terceiro quase Estado. Os dois novos Estados, embora não reconhecidos internacionalmente, são fortes tanto militar quanto politicamente, mais que a maioria dos membros da ONU. Um deles é o Estado Islâmico, que estabeleceu seu califado no leste da Síria e no Oeste do Iraque no verão de 2014, depois de capturar Mosul, derrotando o exército iraquiano. O segundo é Rojava, maneira pela qual os curdos sírios nomeiam o território que mantém sob controle e do qual o exército sírio se retirou quase totalmente em 2012 e que agora, graças a uma série de vitórias contra o Estado Islâmico, estende-se através do norte da Síria entre o os rios Tigre e Eufrates. No Iraque, o Governo Regional do Kurdistão (Kurdistan Regional Government, KRG – NT) já é quase totalmente autônomo, aproveitando-se da destruição da autoridade de Bagdá pelo Estado Islâmico no norte iraquiano para aumentar seu território em 40 por cento, avançando sobre áreas há tempos em disputa entre os curdos e Bagdá, e que incluem os campos de petróleo de Kirkuk, e algumas províncias onde se misturam árabes e curdos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

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Turquia danou-se. Culpa dos EUA

ArrasThe Vineyard of the Saker ●●●Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


Com tensões crescentes entre Turquia e Rússia em torno da situação na Síria, um fato importante passou despercebido. Não é a Rússia a causa dos atuais problemas turcos. A causa foi e é os EUA.

O problema mais fundamental que a Turquia enfrenta é a questão curda. É problema crônico que ameaça a integridade da Turquia, e a elite turca o vê como a maior ameaça à segurança que o país enfrenta hoje. Políticas turcas na Síria são determinadas pelo problema curdo, mais que por qualquer outro fator. A mudança da política chamada de "zero problemas com os vizinhos", que Erdogan e seu governo tanto promoveram e que surpreendeu muitos, está diretamente relacionada ao problema curdo e a eventos no Iraque depois da desastrosa invasão norte-americana (mapa).
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Como a Turquia apoia os jihadistas

por Thierry Meyssan ●●● tradução: ALVA  --  REDE VOLTAIRE

A Rússia colocou a questão do futuro da Turquia enviando ao Conselho de Segurança um relatório de serviço de Inteligência sobre as atividades do apoio deste país aos jihadistas. O documento compreende uma dezena de revelações pondo em causa as atuações do MIT (Serviço Secreto Turco-ndT). O problema é que cada uma destas operações citadas liga-se a outras operações nas quais os mesmos atores operaram junto com os Estados Unidos, ou seus aliados, contra a Rússia. Estas informações juntam-se às já disponíveis sobre os laços pessoais do Presidente Erdoğan com o banqueiro da Al-Qaeda, e sobre a receptação pelo seu filho do petróleo roubado pelo Daesh (E.I.).